sábado, 11 de outubro de 2008

Origem da Família Pinheiro

"Omo-omo ni adé arúgbó;ògo awon omo sì ni baba won"

(Owe Solomoni 17:6)


Nosso ancestral era Fadugba Otuoko Pinheiro,nascido no final do século XVIII na cidade de Imesi-Ile,um distrito do Município de Obokun no Estado de Osun na Nigéria;ele era o primeiro filho do Principe Agberemi Fadugba Otuoko que era oriundo da cidade de Oyo-Ile,também conhecida como Katunga ou Antiga Oyo no antigo Reino Yoruba de Oyo.Após um desentendimento entre ele e seu irmão Alááfin Adeyemi I Alowolodu sobre a sucessão do reinado de Oyo,ele se abrigou no quarteirão de Oke Irena na cidade de Imesi-Ile. É importante dizer que antes de morrer o Aláàfin de Oyo Oba Atiba Atobatele convocou uma conferência Yoruba para discutir a sucessão do trono,onde foi determinado que um Aremo (Príncipe da Coroa) caso tivesse todas as condições inerentes para ser um Aláàfin e,confirmado pelo Oyomesi (Conselho de Chefes ou Supremo Conselho do Estado ),deveria ser coroado.Quando o Aláàfin Atiba Atobatele morreu;Kurumi o Aare Ona Kakanfo (Generalíssimo do Exército de Oyo )no século XV ,renegou o acordo de sucessão,mas outros Yorubas discordaram dele e houve a guerra de Ijaiye,que custou a vida do General Kurumi e seus cinco filhos.Assim a sucessão do trono se reveza entre as duas grandes casas originais do Reino de Oyo que são Ladigbolu e Adeyemi.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A Vinda para o Brasil

Fadugba Otuoko foi uma pessoa inteligente e forte,mas foi capturado por negociantes de escravos no caminho para a fazenda da família no quarteirão de Imojugbon quando tinha nove anos de idade e,foi trazido para o Brasil. Ele foi comprado pelo rico senhor de engenho de açúcar de Santo Amaro que era Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos na época Barão de Monserrate,elevado a Visconde com o Decreto de 21 de Junho de 1878 e,que era casado com D.Maria Francisca de Campos Pinheiro,foi também Presidente da então Província da Bahia por três vezes e também foi Presidente da Província de Pernambuco. Fadugba Otuoko trabalhou na Bahia onde se casou com uma mulher originária de sua cidade,cujo o nome era Efundunke,tiveram vários filhos;na Nigéria pouco se sabe sobre ela,mas existe a lembrança de Maria Efundunke Pinheiro associada a ela.Na época na Bahia era comun a utilização de nomes na língua Yoruba no ambiente familiar,porém normalmente os registros eram proibidos.Quando havia a possibilidade do uso em registro,este se fazia como segundo nome e, era utilizado apenas na família ou na comunidade oriunda da mesma região devido à hostilidade encontrada na sociedade da época. No Brasil os oriundos do continente africano eram chamados por nomes europeus;como por exemplo,um nigeriano cujo o verdadeiro nome era Sule (maneira como os Yorubas chaman Suleiman ),que aqui era chamado de Victório;também temos o caso de André por alcunha Alade e Joaquim por alcunha Cute,este último uma onomástica do nome Kuti,que é originário da região de Abeokuta.Sule,André e Cute são citados por Pierre Verger.Na verdade estas alcunhas eram de fato seus verdadeiros nomes recebidos dentro da tradiçao Yoruba e tratando-se deste tipo de genealogia,haja vista as condições impostas a estas pessoas,a tradição e história oral entre outros são extremamente importantes.No passado na Bahia existiam as figuras do Òpitán (Aquele que conta história) e do Akpálò (Contador de fábulas) eram comuns nas comunidades Yorubas.

O Retorno para Nigéria

Na época do retorno de ex-escravos ao continente africano,estimulado pelas autoridades à aqueles que pudessem pagar pela viagem;Fadugba e sua esposa voltaram à Nigéria para rever sua terra mãe,por razões do azar da viagem,eles deixaram os filhos na Bahia,pois se por acaso eles morressem no percurso devido a precariedade da embarcação,os filhos estariam a salvo.Mas com sorte Fadugba e Efundunke chegaram na Nigéria e se abrigaram no quarteirão brasileiro de Lagos onde outros que haviam retornado se abrigaram. O trecho a seguir foi transcrito do testamento de Joaquim de Almeida que retornou para Costa da África no qual ele confirma a precariedade e o temor da viagem de retorno. Em nome de Deus amen, " Eu,Joaquim de Almeida,nascido na Costa da África,liberto,e encontrando-me atualmente nesta cidade,em estado celibatário,e estando no ponto de partir para Costa da África,não tendo mais a garantia de continuar em vida durante esta viagem,decido fazer meu testamento,última e derradeira vontade,visto que tenho toda a minha razão e meu bom senso." O Vaso partiu para Costa da África em Outubro de 1844,Fluxo e Refluxo pág.537 A notícia de seu retorno chegou a Imesi-Ile no Estado de Osun,mas como na época era de praxe os retornados ficarem em Lagos,assim fizeram ele e sua esposa,e não seguiram para sua cidade natal. Os retornados ficavam em Lagos por que na época a vida era melhor do que em outro lugar do país em termos de trabalho.Como aprenderam vários ofícios no Brasil,quando chegaram participaram ativamente de negócios e exerceram suas profissões;muitos deles foram bem sucedidos e ajudaram no crescimento da economia do país.Alguns vieram a fazer parte da alta sociedade da cidade e passaram a gozar privilégios. Isso ocorreu pelo fato deles,os retornados,também falarem outra língua,facilitando assim a comunicação com os estrangeiros na época;eram preferidos nos empregos e negócios de onde alguns acumularam riquezas. Fadugba foi bem sucedido nos negócios dele,principalmente como carpinteiro e pedreiro;ele ainda teve mais dois filhos na Nigéria com sua esposa Efundunke e outros filhos de um novo casamento que foi arranjado tão logo de seu retorno,aumentando assim o número de descendentes.È importante relatar que na cultura Yoruba,pratica-se casamentos monogâmicos e poligâmicos,mas esta última modaliade (poligamia) é muito comun.Exemplificando este tipo de relação matrimonial,temos o relato do legendário (Ojelade) Martiniano Eliseu do Bonfim (1859-1943),emblemática figura religiosa da Bahia,relatou a E.Franklin Frazier em um artigo publicado em 1942 pela American Sociological Review,Vol.7 sob o título The Negro Family in Bahia -Brazil;que seu pai era um Yoruba-Egba e sua mãe Yoruba alforriada e que seu avô tinha quarenta mulheres na Nigéria e seu pai cinco mulheres na Bahia,sendo sua mãe a primeira esposa.Este relato enfatiza a poligamia na cultura Yoruba,dentro e fora da Nigéria.Uma outra particulariade sobre Martiniano é que seu verdadeiro nome era Ojelade,que foi dado por seu pai e ignorado pela sociedade colonial. A família Otuoko-Pinheiro começou uma nova trajetória em Lagos e hoje é muito grande e bem conhecida nas áreas onde está estabelecida.Após vários anos trabalho Fadugba havia decidido não morrer em Lagos,porém faleceu na cidade de Abeokuta no Estado de Ogun onde chegou doente,no seu trajeto a Imesi-Ile que era seu sonho.

O Genarca e a Conexão Familiar

Uma observação que deve ser feita em relação a genealogia Yoruba na Bahia,é o fato de existirem no passado a presença de Yorubas oriundos de duas regiôes distintas,que são Nigéria e República do Benin (antigo Daomé);a história nos mostra a influência dos Yorubas vindos do Império de Oyo na República do Benin,fato que se deve a invasão da forte cavalaria de Oyo na gestão do Aláàfin Ojigi (1728-1736);muitas tradições orais indicam que os fundadores da cidade de Saketé eram de Oyo.Também existe na cidade de Porto Novo o orílè (denota a fundação ou origem) chamado Omo Oba Oyo (Criança ou Filho do Rei de Oyo) - Omo Gboluwadje,onomástica do nome do Aláàfin Gboluaje (1754-17..) e tem como idílé (linhagem) as famíliasParaíso,Balley, Damala e Adjileye-Bouraima,algumas hoje são muçulmanas. Os decendentes das grandes famílias de Porto Novo que estão unidos a este onilè (fundador) e são nomeados Afanja,um dos primeiros Yorubas que chegaram ao Daomé,não confundir com o rebelde Aare Ona Kakanfo (Generalíssimo) Afonja que se rebelou contra o Aláàfin Awole Arogangan e, governou a cidade de Ilorin de 1817 a 1831.Diante destes fatos históricos relativos a estas famílias e que estão registrados na história da República do Benin e a presença de Yorubas oriundos de Saketé e Porto Novo entre outras em grande quantidade na Bahia;podemos dizer que no que tange a genealogia de Fadugba Otuoko,filho do Príncipe Agberemi Fadugba Otuoko-Omo Oba Oyo,no sentido mais profundo,vai além dos que carregam o sobrenome Pinheiro,haja vista que que como relatamos;alguns de seus parentes estiveram na Bahia quiçá em outras cidades brasileiras via República do Benin,neste particular ligados ao nosso Genarca Aláàfin Oranyan/Oranmiyan fundador do Império de Oyo. Estes detalhes referente ao Benin são importantes mencionar,pois poderão servir de parâmetro para as pessoas que estão fazendo seus levantamentos genealógicos dentro de alguma comunidade Yorubadecendente na Bahia ou outro estado da federação.Contudo o nosso foco principal é a família Pinheiro da linhagem direta de Fadugba Otuoko.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Santo Amaro da Purificação e a Família

No Brasil a família teve seu início na cidade de Santo Amaro na Bahia,também conhecida como Santo Amaro da Purificação e que ganhou status de cidade em 1887; apesar de ser fundada em 1557 e elevada a Vila de Santo Amaro em1727, na gestão de Vasco Fernandes César de Menezes, Conde de Sabugosa, que tomou posse em novembro de 1720, posteriormente a Vila foi nomeada Município e foi parte também do Engenho Real de Sergipe d' El Rey construído por Men de Sá em 1563, tinha muitos engenhos de açúcar,chegando a ser o principal produtor. De acordo com a escritora e pesquisadora Zilda Paim,Santo Amaro chegou a ter 129 engenhos de açúcar.
A cidade é herdeira de muitas manifestações culturais como a Capoeira,Samba de Roda,
Maculelê, Nêgo Fugido e o tradicional Bembé do Mercado, esta última é de origem Yoruba e, de acordo com o Dr. Akin Euba (University of Pittsburgh), Bembé é um festival de tambores muito comun na região Ijesa (Ijexá no Brasil). Além da riqueza cultural, Santo Amaro também foi palco da presença de inúmeros imalès (malês),que tiveram participação na Revolta de 1935.
Os nossos antepassados que viveram na Bahia eram Maria Pinheiro (filha de Fadugba) e Feliciano Pinheiro, que veio de Sergipe para contrair o casamento. De acordo com escritos do Museu do Homen em Sergipe,eram comuns pessoas que viviam em Sergipe viajarem para Bahia para contrair casamento com pessoas de mesma origem étnica e algumas vezes com parentes (endogamia).
Feliciano e Maria Pinheiro tiveram vários filhos; José, Vicente, Pedro,Rozendo, Leonídia, Ortelina e Sofia são alguns deles. Alguns viveram no bairro de Sinimbú outros migraram para outras regiões.
Sobre Feliciano Pinheiro além da sua vinda de Sergipe para Bahia,temos informação de que sua mãe era de origem Ekiti, também de uma região chamada Itapaji. Na Bahia existem alguns orikis(cognome) Omo Okiti (da região Ekiti não denominada), Omo Okiti Efon (de Efon Alaaye), Omo Ale Oko (filho do Fazendeiro),Omo Alale Oko/Omo l' ale Oko (filho de um proprietário de terra,uma pessoa importante) que de acordo com o Drº Raphael Afolabi Akinfaderin (Yoruba Institute of Cultura), são do Estado de Ondo que foi dividido dando origem ao atual Estado de Ekiti.
Ainda com relação a presença Yoruba Ekiti no estado da Bahia,podemos citar a expressão "Orayeye",que há alguns anos atrás ficou conhecida em todo Brasil pela voz da famosa cantora,baiana de Santo Amaro,Maria Bethania.
Na realidade esta expressão vem de "Oro Iyeye" também escrita "Oro Yeye",é uma assinatura Ekiti,pois trata-se de um festival da cidade de Ayede-Ekiti e, limitado as cidades de Ayede-Ekiti,Iye-Ekiti e Itapaji-Ekiti cidades conectadas ao antigo Reino de Ayede.Oro (Festival),Iyeye (Avó),no dialeto Ekiti destas regiões.Este festival está ligado a linhagem feminina de Imela ,linhagem Real de Iye-Ekiti.
Sobre Sergipe sabemos da grande importância cultural da cidade de Laranjeiras,cidade esta com forte presença afrodescendente e que a mesma tinha no passado o Engenho Pinheiro hoje conhecido como povoado Pinheiro, um dos grandes fazendeiros de Laranjeiras foi Gonçalo Pinheiro da Costa. Dentre as tradições de Laranjeiras temos a história oral dos "Filhos de Obá" casa de religião tradicional Yoruba fundada desde os tempos da escravidão e cuja tradição oral é dita como fundada por Yorubas oriundos da cidade de Obá (Obá-Ile) do antigo Reino de Obá dos Yorubas Igbominas, porém a antiga cidade de Obá existiu até 0 século X ,sendo destruída devida as guerras da época, contudo devido a dispersão das pessoas desta cidade para outras áreas da Nigéria, surgiram várias cidades com o nome de Obá, todas fundadas por remanescente do antigo Reino de Obá como Obá-Ile (em Osun State), Obá-Oke (em Osun State), Obá-Ile (em Akure/ Ondo State), Obá-Akoko (em Owo/Ondo State) e Obá Igbomina (em Kwara State). Muitas tradições e histórias envolve o antigo Reino de Obá, porém diante da destruição do Reino em tão longiquo século em relação a vinda de Yorubas para o Brasil e neste caso para a cidade de Laranjeiras em Sergipe, conclui-se que a tradição oral dos "Filhos de Obá" está ligada a diaspora dos Igbominas. É interessante ressaltar que os Igbominas são oriundos de três grupos distintos que migraram também em tempos diferentes para a formação de seu antigo Reino.Eles vieram das cidades de Ile-Ife , Oyo , e Ketu na atual República do Benin.
Apesar da explanação a cerca dos Igbominas e sua relação com Laranjeiras, não se deve generalizar os sergipanos afrodescendentes que lá residem como sendo todos descendentes de Igbominas ou Yoruba,pois haviam muitas migrações de africanos que viviam em Alagoas, Bahia e Pernambuco para Sergipe e gente de várias partes do continente africano então é salutar que se leve em consideração estas migrações que mencionamos.

Particularidade linguistica:
A palavra Ale é característica distintiva da região de Ondo e quando usada no cognome, não tem o significado de ilegitimidade ou concubinato como em outros estados Yorubas e com frequência se refere a tios, esposo etc.Também são conhecidas as algumas expressões na Bahia e Rio de Janeiro que conservam palavras de origem Ekiti que são:
1."Adeja komo ibi okun timu omi wa,ofidan komo ipile se osa"
2."Mas como diz o baiano,não é buruburu de ofidan diz ele,burro,burra."
3."Eu não sou ofidan" (Na frase, ofidan tem sentido de contador de história, de mentiroso). Neste contexto parece-nos que a palavra certa é ofidon que vem da expressão Edo(Bini) " o fidon " que significa transgressor ou violador, de acordo com a explicação do Professor Alex G. Igbineweka a nós endereçada.
4."Gburo Gburo de o fi odan " (Ouvir Ouvir incentiva o falador- pessoa de narrativa inconsistente ).
A palavra ofidan é muito antiga e particular de uma região Ekiti e, não é conhecida por muitos de Efon Alaaye.De acordo com o Príncipe (Babalawo) Adigun Olosun ,intelectual especialista em cultura e tradição Yoruba; Ofidan significa Pescador no dialeto Yoruba-Ekiti.
Aqui no Brasil existe uma palavra homônima Homófona (Ofidan/Ofidã), que não pertence ao universo Yoruba.
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Migrantes Baianos na "Pequena África"
Nomes de famílias citadas por João do Rio em seu livro " As Religiões do Rio "
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Parte destas famílias citadas por João do Rio,faziam parte da denominada Pequena África,algumas eram migrantes de Santo Amaro da Purificação.O contexto apresentado no referido livro é estereotipado,talvez pelo momento histórico da época,na qual o espiritismo,a magia e até mesmo o islamismo praticado pelos africanos e afrodescentes eram proibidos.
No início do século XX,os praticantes destes cultos e práticas,quando presos eram autuados no artigo 157 da Lei Penal.Como João do Rio escreveu " As Religiões do Rio " neste período histórico e, com uma edição em 1904,ele estereotipou o contexto.Não fazendo apologia a religião tradicional africana,ao islamismo ou a qualquer outras práticas associadas a alguma religião;não podemos deixar de fazer menção a alguns nomes de famílias citados no referido livro,famílias estas que ainda existem na Nigéria,Benin,Togo e Ghana e,conservam suas tradições e religião,sejam tradicional,islâmica ou outra e vivem respeitosamente dentro da realidade de suas regiões.Usamos em alguns casos a transliteração para a correta grafia dos nomes.
Famílias:
AdeOie - Adeoye (Família Yoruba Ekiti -Nigéria)
Ajagun - Ajagun (Família Yoruba Igbomina -Nigéria)
Alaba - Alaba (Família Yoruba)
Alikali - Alikali (Família Tapa - Nigéria)
Eruosain - Eruo Osayi (Famíla Edo (Bini) -Nigéria)
Gia - Jyia (Família Tapa -Nigéria)
Ginjá - Ginjá (Família Tapa -Nigéria)
Obalei-ie - Obaleye (Família Yoruba Ekiti -Nigéria)
Obiojamin - Obinja (Família Tapa )
OchuBumin-Osunbunmi (Família Yoruba )
OchuTaiode-Osunkayode (Família Yoruba)
Ochutoque -Osuntoki (Família Yoruba)
Oiabumin - Oyabunmi (Família Yoruba - Nigéria)
Ojo - Ojo (Família Yoruba /Imesi-Ile/Nigéria)
Quindunde- Akintunde (Família Yoruba)
Olootete - Oluo Otete (Família Real de Niger delta-Nigéria)
Oluou - Oluwu (Família Yoruba /Ogun State/Nigéria)
Wago - Agoh (Família Yoruba -República do Benin)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Provérbios

Os Yorubas são geralmente pragmáticos nas questões éticas e morais que normalmente são ensinadas através de seus provérbios e,que algumas vezes podem parecer contraditórios,mas tem um significado importante na formação dos filhos.Nós tivemos a oportunidade de conviver com esta salutar prática educativa. Por definição Provérbio é o desenvolvimento de uma sentença moral numa peça dramática (Koogan e Houaiss).Compartilharemos alguns:

"A paciência é a mãe do caráter".
"A paciência é a mãe da virtude".
"Quem anda com bom é bom;quem anda com ruim é igual ou pior".
"Quem tem pena;fica depenado". "Bondade demais é burrice/estupidez".
"A pessoa invejosa é capaz de tudo para nos prejudicar".
"Não discuta,pois quem discute se rebaixa".
"Trate bem as pessoas porque você não sabe o dia de amanhã".
"Quem não escuta quieto,ouve coitado".
"A pessoa que tem paciência tem tudo na vida".

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nomes de Famílias de Retornados para Costa da África

A lista a seguir é referente a alguns nomes de famílias que retornaram para o Benin,Nigéria e Togo e, não traduz a totalidade destas famílias,mas sim aquelas que coseguimos compilar através de cartas,livros e artigos referentes as comunidades do Benin,Nigéria e Togo. Aproveitamos para reiterar nossa gratidão a Professora Annick Domingo da República do Benin pelos esforços em nos colocar em contato com a Família Pinheiro naquele país.


Afolabi Silva-Nigéria/ Amaral -Benin /Amorim -Togo/ Almeida-Benin e Togo /Américo Rodrigues - Nigéria /Angela R. da Silva/ Aniceta Junqueira - Nigéria /Antônio dos Anjos /Antônio Martins/Antônio Miguel d' Assumpção/Antônio Pereira da Costa Xisto/Antônio Pereira dos Santos -Togo/ Augustinho de Souza/Balthazar dos Reis-Nigéria/Barbosa-Benin/Benedicto Florêncio Pereira/Callisto Fagbemigun Anthonyo -Nigéria/Campos-Benin e Nigéria/Candido J. da Rocha -Nigéria/Catharina Maria Chaves-Nigéria/ Cardoso-Nigéria/César Fernandes-Nigéria/Christian Modesto Santos-Togo/Conceição-Benin/Cosmos Anthonio-Nigéria/Crinot Pereira - Benin/Cypriano Lúcio da Costa-Nigéria/da Cruz-Benin/Délia Olympio/Euzébio Babajide Damázio - Nigéria/Dominga Arike Anthonio/Domingo-Benin/Elias da Silva-Nigéria/Epiphanio Olympio-Togo/Eugenia Margarida de Carvalho/Ezequiel de Souza/E.Shodeinde Silva-Nigéria/Fátima Peregrino Brimah - Ghana /Benin / Togo / Nigéria/ Felicidade Maria da Conceição-Nigéria/Felicidade Maria de Jesus/Felicidade Maria de Sant' Anna/Felício Marcelino de Souza/Fernando Candido Fernandez - Benin / Firmina Umancio(Amancio)-Nigéria/Fragoso-Nigéria/Francisca Adedoyin Ferreira-Nigéria/Francisco de Almeida-Benin/Francisco Eugenio Pereira/Francisco Gomes/Francisco Medeiros/Francisco Nobre/Francisco Olympio da Silva/Francisco R.da Silva/Freitas-Benin/Fructuoso de Almeida/Gaspar Faustino - Nigéria/Germano Martins-Nigéria/Gil Manoel Carvalho-Benin/Gomes-Benin/Gonsalo (Gonçalo) - Nigéria/Higino Pinto da Fonseca/Hilário Campos-Nigéria/Honório Assumpção-Nigéria/Hypólito dos Reis/Ignácio Pinto/Inácio de Souza/Jacintho Aguiar-Togo/Jerônimo S. Medeiros/Joana G.Bastos/Joana Tristão de Souza (Yaya Tokumboh)-Nigéria/João de Almeida/João Ângelo Campos-Nigéria/João de Oliveira/João dos Reis-Togo/João Esan da Rocha-Nigéria/João Victor Ângelo-Benin/Joaquim de Almeida/Joaquim Jacintho Rodriguez -Benin/ Joaquim da Costa/Joaquim Francisco Devode Branco-Benin e Nigéria/Joaquim Pereira da Costa/Joas Baptista da Costa/José Abubakar Paraíso - Benin /José Pequeno Paraíso-Benin e Nigéria/Júlio J. Martins-Nigéria/J.A.Fernandes-Nigéria/J.de Castro-Nigéria/J.J.J. da Costa/J.M.Assumpção/Kofi Geraldo-Togo/Laurinda Olympio/Lázaro Borges da Silva-Nigéria/Leontina Olympio Medeiros/Louisa Angélica Nogueira da Rocha/Lourenço Alade Cardoso-Benin e Togo/L.G.Barboza/Marcos A.Cardoso/Maria Saba-Nigéria/Medeiros-Benin e Togo/Monteiro-Benin/M.Akinoso-Benin/M.F.Figueiredo-Nigéria/M.P.da Silva/Oliveira-Benin e Ghana/Ogidan - Nigéria/Olympio-Benin,Ghana e Togo/Oseni Giwa-Nigéria/Pinheiro-Benin,Nigéria e Togo/Pio-Benin/Plácido Assumpção(Alakija)-Nigéria/Porphirio Assumpção(Alakija)-Nigéria/Prisco F.da Costa-Nigéria/P.F.Gomes/P.M. dos Anjos/P.Z.Silva-Nigéria/Quirino Pereira - Benin/Quitéria Nunes de Jesus/Rego-Benin/Rodrigues-Benin e Nigéria/Rodriguez-Norte do Benin/Romão Campos-Nigéria/Rosa Munis-Nigéria/Rufina Mattos-Benin/Sabina da Costa/Sacramento-Benin/Salvador Lemos das Neves-Nigéria/Sant' Anna-Benin/Santos-Benin,Nigéria e Togo/Silva-Benin/Simão Isidro de Souza/Soares-Benin/Souza-Benin e Nigéria/Soumanou Gomez-Togo/Suberu Bernardo -Nigéria/Thomaz-Nigéria/Trindade-Benin/Tristão de Souza (Papai Tokumboh)-Nigéria/T.T.Souza Marques-Nigéria/Sylva (Bayelsa)-Nigéria/Venosa de Jesus-Togo/Viana-Benin/Victória Ojuolari Pereira-Nigéria/Victório Pinto-Togo/Victorino Pinto da Silveira-Togo/Vidal-Nigéria/Vieira-Benin.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Considerações

Hoje existem descendentes de Fadugba Otuoko Pinheiro em vários estados do Brasil como na Nigéria e outros países. Na Nigéria, local onde se originou, é bastante conhecida e como qualquer outra família tem membros em todo campo da sociedade. A família por ser extensa devido aos diversos casamentos ao longo dos anos, tem membros que não carregam o sobrenome Pinheiro, seja no Brasil ou outro lugar;contudo muitos sao detentores de certidões de nascimento de pais e avós que confirmam a origem comum, exemplificando este particular temos os Fadugba-Pinheiro,Babatunde Pinheiro,Ojo, Labinjo, Fagbenro-Beyioku, Beckley entre muitos outros. Esperamos com os relatos inerentes a nossa genealogia possamos estimular e contribuir para que outras famílias inseridas neste contexto histórico a pesquisarem e, aos membros da Família (Otuoko) Pinheiro que é o nosso foco principal do nosso Blog a entrarem em contato.