sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A Vinda para o Brasil

Fadugba Otuoko foi uma pessoa inteligente e forte,mas foi capturado por negociantes de escravos no caminho para a fazenda da família no quarteirão de Imojugbon quando tinha nove anos de idade e,foi trazido para o Brasil. Ele foi comprado pelo rico senhor de engenho de açúcar de Santo Amaro que era Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos na época Barão de Monserrate,elevado a Visconde com o Decreto de 21 de Junho de 1878 e,que era casado com D.Maria Francisca de Campos Pinheiro,foi também Presidente da então Província da Bahia por três vezes e também foi Presidente da Província de Pernambuco. Fadugba Otuoko trabalhou na Bahia onde se casou com uma mulher originária de sua cidade,cujo o nome era Efundunke,tiveram vários filhos;na Nigéria pouco se sabe sobre ela,mas existe a lembrança de Maria Efundunke Pinheiro associada a ela.Na época na Bahia era comun a utilização de nomes na língua Yoruba no ambiente familiar,porém normalmente os registros eram proibidos.Quando havia a possibilidade do uso em registro,este se fazia como segundo nome e, era utilizado apenas na família ou na comunidade oriunda da mesma região devido à hostilidade encontrada na sociedade da época. No Brasil os oriundos do continente africano eram chamados por nomes europeus;como por exemplo,um nigeriano cujo o verdadeiro nome era Sule (maneira como os Yorubas chaman Suleiman ),que aqui era chamado de Victório;também temos o caso de André por alcunha Alade e Joaquim por alcunha Cute,este último uma onomástica do nome Kuti,que é originário da região de Abeokuta.Sule,André e Cute são citados por Pierre Verger.Na verdade estas alcunhas eram de fato seus verdadeiros nomes recebidos dentro da tradiçao Yoruba e tratando-se deste tipo de genealogia,haja vista as condições impostas a estas pessoas,a tradição e história oral entre outros são extremamente importantes.No passado na Bahia existiam as figuras do Òpitán (Aquele que conta história) e do Akpálò (Contador de fábulas) eram comuns nas comunidades Yorubas.

Um comentário:

Aldeir Dias Bernardo disse...

Olá,
Tive acesso ao seu e-mail no seu blog dedicado à família Pinheiro
Meu nome é Carlos, estudo Ciências Sociais na Universidade Estadual de Londrina e participo de um projeto no qual trabalho com arquitetura africana. Ando procurando informações de detalhes da Mesquita de Porto Novo construídas por brasileiros em Benim. Você poderia me ajudar com essas informações?
O trabalho produzido pelo projeto será colocado ao alcance de alunos de escolas públicas que terão conhecimento da arquitetura de vários países da África. Em todo o nosso trabalho estamos ressaltando o aspecto territorial e cultural das Casas Africanas.

Muito obrigado desde já.
Carlos Alexandre Guimarães
Coordenador da Equipe Casas Africanas da Coleção Itan - Material Didático Alternativo